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| Cachaça e conversa | |
| Sílvio Garcia de Aguiar | |
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Cachaça Coluninha Natural de Coluna/MG Idade 56 anos - Aposentado pelo Estado. Ex-Gerente da Minas Caixa durante 30 anos. Associado da AMPAQ há mais de 8 anos. |
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Sílvio
Garcia tem nome de artista, talvez de cantor, mas na verdade o seu trabalho
mais parece o de um padre, sacerdote da cachaça. Produtor da conhecida
cachaça Coluninha, hoje em quase todos os supermercados de Belo Horizonte
e também já encontrada na Rede Pão de Açúcar em São Paulo, Sílvio tem
uma facilidade muito grande em transmitir confiabilidade para as pessoas
que pela primeira vez o conhecem. Pela sua experiência como gerente de
Banco durante muitos anos, ele sempre teve muito jeito para conversar,
expor suas idéias e sente-se nele uma grande virtude de estar sempre querendo
ajudar àqueles que o procuram. Isso pode ser comprovado pela quantidade
de pequenos produtores que constantemente buscam a sua assistência na
arte de fabricar cachaça, nas caravanas de estudantes, turistas e curiosos
que vão a sua fazenda, os convites que não param de chegar para palestras
em escolas,
universidades e cooperativas em cidades da região. E ele está sempre disposto
a colaborar com todos. Sílvio tem orgulho em dizer que se considera um
dos maiores divulgadores da cachaça engarrafada. “Não tenho medo de concorrentes
que produzem como eu e sim daqueles que são clandestinos e vendem a granel”,
exclama.
Antes de ser bancário, Sílvio foi muitas coisas na vida. Jogador de futebol então, tentou várias vezes. Treinou no Cruzeiro e no Atlético, mas viu que não era craque. Aliás, passou a gostar de futebol obrigado pelos padres do seminário onde estudava. “Lembro-me de um dia que um padre chegou pra mim e disse: ou você joga futebol ou vai ter que sair do seminário. Como eu precisava de estudar, preferi aprender a jogar bola”, diz Sílvio. Coluna é uma cidade com 14 mil habitantes e a fazenda da cachaça Coluninha tem uma característica especial pois fica exatamente dentro da área urbana da cidade. Sílvio diz ser o 1º a engarrafar cachaça na região e se orgulha de ter ajudado muitos a fazer o mesmo, inclusive o produtor da cachaça “Pinissilina”, hoje também associado da AMPAQ. Casado com Maria Alice Fagundes Amaral Aguiar, tem 4 filhas, Flávia, Marcela e as gêmeas Sílvia e Fabrícia, que são a sua principal razão de viver. Sílvio teve muitas alegrias na vida, nenhuma maior que a outra, e como decepção, o que marcou sua vida foi o trágico e inexplicável fechamento da Minas Caixa em 1991, quando ele e milhares de funcionários foram dispensados ou desviados de função. Tristeza mesmo foi a morte de sua mãe também em 91. Seu pai felizmente ainda vive, hoje com 92 anos. Na verdade, Sílvio da Coluninha é um homem feliz, gosta da vida. |